"Por onde comecar?" e uma pergunta redundante, porem sempre complexa.
"Pelo comeco", uma resposta simples, mas sem verdadeira significacao.
O comeco, no meu caso, esta acontecendo exatamente ao meio. E nao e a primeira vez em que isso acontece.
Essa e mais uma das etapas da minha vida que aconteceu seguinho o curso natural da vida, aprentemente maravilhosa, porem onde eu me dei conta que nao esta como eu queria. Acho que preciso de um psicologo, porque nao tenho me visto tao feliz por um tempo tao longo ha mais de dois anos. Nao que eu nao tenha motivos pra estar feliz, pelo contrario, comeco a trabalhar esse mes, numa area totalmente desconhecida por mim, vou fazer duas das coisas que eu mais tenho prazer na vida que sao falar e conversar em ingles, estou com saude, tenho amigos, minha familia esta bem, mas falta orgasmo. E, e como num ato sexual, a relacao tem acontecido com vontade, com prazer, com envolvimento, tem tesao, mas nao tem levado ao orgasmo e esta sem graca. Eu mais uma vez tenho sentido falta de coisas simples, faceis de se resolver. Tenho tido tanto tempo, mas nao tenho sabido extrair proveito dele. Nao tenho tempo pra minha musica favorita, pra risada com um amigo que tanto considero, nao tenho aproveitado as horas de uma viagem. E meu acucar tem sido bem amargo ultimamente tambem.
Do que eu preciso? Onde eu consigo?
O tempo tem tornado tudo ao meu redor muito insipido, com cara de coisa comum, e eu sinto falta de qualidade, de sapiencia inocente, pura e verdadeira. Sinto falta da mente livre e corpo sao. Do beijo nao dado e do suspiro profundo. Ta faltando cor na minha tela e eu insisto em manter o azul. Preciso tomar uma decisao, mas nao sei por onde comecar, o caminho certo a seguir, se e que tem algum...
Tenho vivido de rapidinhas, e quando tem rapidinha nao existe preliminar.
A intensao desse segundo blog e, primeiramente, dar certo, rs, e segundo, expressar publicamente meus pensamentos e sentimentos, em relacao a vida, no momento em que os escrevo.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Drowning

Minha cabeca esta confusa. E uma necessidade, uma vontade, e um medo. E uma inseguranca, e vontade de agradar, de ser desejada e de fazer parte. As vezes eu sinto que esta dentro de uma de minhas maos, e as vezes eu sinto que esta fora do meu alcance, escapando por entre os dedos.
Na verdade, eu sinto como que arrancado por entre meus dedos, mas eu nao tenho essa propriedade e talvez, infelizmente, ela exista para a outra parte.
E entao o sentimento de estar me afogando se aproxima, e eu vejo a boia boiando na agua e eu a ignoro, e depois eu a almejo, e quando eu paro de resistir, e comeco a afundar, e quando eu me dou conta que de nada me adianta querer nadar, se eu nao sei. O sentimento de estar tao longe da borda, e o pavor que me aborda ao pensar que estou muito longe de pisar na areia, e o que faz com que eu me afunde ainda mais. E se eu tiver que ser arrastada pelo mar, eu serei. E se eu tiver que morrer, eu vou.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Brotar

Eu me dei conta que queria ser aquela chuva que, ao inundar as terras do nordeste, faz brotar a terra, enfeita de verde o solo arido e enche de vida o que parece morrer a cada segundo.
Mas eu me vejo sendo como tromba d'agua no sudeste, inundando as estreitas ruas, causando enchente. E eu nao quero terminar na lembranca como a destruicao de o que um dia foi bom e belo, como sujeira e um monte de entulhos. Nao quero ser como chuva de verao. Eu quero manter minhas nuvens leves, descarrega-las aos poucos. Quero permitir dias longos de sol, para que minhas gotas sejam desejadas. Quero ser a chuva que abencoa, que acalma, que nutre, que traz alegria.
E hoje eu colidi, um leve relampejo veio a luz, e eu temi pela chegada do trovao. Nao quero que chova, que os raios sejam despejados e que a calmaria de-se apos o tempo de seca. Mas eu to com medo. O nordeste fica longe, a colheita e necessaria, e o sertao, que um dia ja foi mar, embora cheio de sal, conheceu o que um dia foi agua. E eu nao tenho como chover.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Pensamento do dia
No matter where you are, you'll always be alone.
Nao importa onde voce esteja, voce sempre estara sozinha.
Nao importa onde voce esteja, voce sempre estara sozinha.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
A embriagues das pessoas
O que me embriaga? Boa pergunta!
Por tempos achei que umas boas doses de tequila, umas latas de cerveja, uma garrafa de wisky seriam os responsaveis, mas o que dizer da duvida, da falta de coragem, da descrenca, do infortunio?
Um certo dia, um homem, lucido, mas nao sabio, se viu a margem de um precipicio. Ele estava descrente das coisas de sua vida, mas a sua lucidez fez com que ele permanecesse a margem das pedras, com o vento a soprar seus cabelos. Anos depois, esse mesmo homem, as margens das pedras, pulou. Ele atingiu a sapiencia.
O que me faz crer que ele pulou, foi todo o conhecimento atingido ao longo do tempo. Ele sabia o que queria para si, tinha conhecimento do que o prendia e o que o impedia de conseguir aquilo que queria. A liberdade, as vezes, e obtida atraves do sofrimento. Ver-se preso as duvidas, à falta de coragem de expor seus pensamentos, descrer dos seus sentimentos o tornou um prisioneiro. Esse precipicio que, aparentemente, o condena a sua morte, e o que o torna livre. Nao acredito que ele tenha sorrido ao cair. A coragem pode ser severa, amedronta, e mais facil viver preso do que expor sua mente ao mundo inteiro. Nem todo mundo te apoia, a maioria de julga, permanecer no mesmo e mais comodo e comodismo e pratico, embora sujo. E facil permanecer de acordo com as imposicoes da sociedade, em funcao da aceitacao coletiva. E preferivel evitar a guerra, porem nao sem ferimentos e dor. Abrir o coracao pode deixar um sabor amargo ao paladar daquele que espera um doce na retracao. E, por nao ter o dominio sobre o outro, o primeiro se impoe como soberano, como o senhor da razao e tenta suprimir os argumentos do segundo, fazendo com que se arrependa e retorne ao ponto de partida. Mas a sapiencia dele fe-lo descobrir que ser livre e melhor que viver assombrado pelo medo, diminuido, agonizando. E a liberdade o recebeu de bracos abertos, e ele, mesmo com o coracao em pedacos, perante a morte iminente, sorriu. Eu tenho certeza que ele sorriu.
Por tempos achei que umas boas doses de tequila, umas latas de cerveja, uma garrafa de wisky seriam os responsaveis, mas o que dizer da duvida, da falta de coragem, da descrenca, do infortunio?
Um certo dia, um homem, lucido, mas nao sabio, se viu a margem de um precipicio. Ele estava descrente das coisas de sua vida, mas a sua lucidez fez com que ele permanecesse a margem das pedras, com o vento a soprar seus cabelos. Anos depois, esse mesmo homem, as margens das pedras, pulou. Ele atingiu a sapiencia.
O que me faz crer que ele pulou, foi todo o conhecimento atingido ao longo do tempo. Ele sabia o que queria para si, tinha conhecimento do que o prendia e o que o impedia de conseguir aquilo que queria. A liberdade, as vezes, e obtida atraves do sofrimento. Ver-se preso as duvidas, à falta de coragem de expor seus pensamentos, descrer dos seus sentimentos o tornou um prisioneiro. Esse precipicio que, aparentemente, o condena a sua morte, e o que o torna livre. Nao acredito que ele tenha sorrido ao cair. A coragem pode ser severa, amedronta, e mais facil viver preso do que expor sua mente ao mundo inteiro. Nem todo mundo te apoia, a maioria de julga, permanecer no mesmo e mais comodo e comodismo e pratico, embora sujo. E facil permanecer de acordo com as imposicoes da sociedade, em funcao da aceitacao coletiva. E preferivel evitar a guerra, porem nao sem ferimentos e dor. Abrir o coracao pode deixar um sabor amargo ao paladar daquele que espera um doce na retracao. E, por nao ter o dominio sobre o outro, o primeiro se impoe como soberano, como o senhor da razao e tenta suprimir os argumentos do segundo, fazendo com que se arrependa e retorne ao ponto de partida. Mas a sapiencia dele fe-lo descobrir que ser livre e melhor que viver assombrado pelo medo, diminuido, agonizando. E a liberdade o recebeu de bracos abertos, e ele, mesmo com o coracao em pedacos, perante a morte iminente, sorriu. Eu tenho certeza que ele sorriu.
sábado, 23 de outubro de 2010
A dificuldade da vida
Algumas pessoas dizem que a vida e facil. Outros ja a consideram dificil. Hoje cheguei a conclusao de que a vida e facil, bem simples, mas as decisoes que eu tenho que tomar no dia-a-dia sao o que a torna dificil. Tudo bem, as decisoes sao minhas, porem elas afetam as pessoas ao meu redor, e entre as milhares de pessoas que possam existir, as unicas que serao realmente afetadas por essas decisoes, sao as quais eu mais amo e pelas quais eu mais me preocupo em nao magoar.
E ai onde reside a grande complexidade da vida: sofrer calada, e esconder o que me faz feliz para nao causar dor ao outro, ou me colocar em primeiro lugar a despeito do sofrimento alheio?
Essa e a unica real dificuldade da vida.
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